Pontos Turísticos

Com mais de 300 anos de história, Sabará se destaca pela riqueza cultural e pelas belezas da arquitetura em seus Pontos Turísticos, que remetem ao período do ciclo do ouro. 

 

Capela de Santana

A Capela de Santana pertenceu por muito tempo à freguesia de Raposos. Sua construção data, presumivelmente, da metade do século XVIII, uma vez que a alvenaria de pedra empregada na sua estrutura, não é comum às edificações religiosas das primeiras décadas daquele século. Outra indicação importante é a informação dada pelo historiador Diogo de Vasconcelos que, ao visitar a capela em 1898, encontrou gravada na portada a data de 1747, que muito provavelmente refere-se à época de conclusão das obras. Reforça essa hipótese, a data de 1759 inscrita no sino ainda hoje existente na sineira do adro e fundido em Sabará. Em 1822, a igreja encontrava-se bem paramentada, conforme deixou documentado Dom Frei José da Santíssima Trindade, por ocasião da sua visita pastoral. Entretanto, em 1898, ano em que foi visitada por Diogo de Vasconcelos, apresentava estado físico precário, restando coberta apenas a capela-mor. Essa situação de descaso e abandono permaneceu até 1950, quando. tombada pelo IPHAN, teve reconstituídos o seu frontispício, a cobertura e as paredes da nave, que internamente foram conservadas sem revestimento, com sua alvenaria de pedras de canga à vista.
A capela de Sant’Ana apresenta planta composta de duas secções retangulares, a primeira correspondente à nave, e a segunda à capela-mor e sacristia, esta, em cômodo que se projeta lateralmente. Possui estrutura de alvenaria de pedra, cobertura de telhas curvas, em duas águas, e beirais em cimalha de massa. O frontispício é simples, marcado por cunhais em alvenaria de pedra, vãos em verga de arco abatido e enquadramento em cantaria, porta principal almofadada em belo desenho e encimada por ornato em cantaria. À altura do coro, encontram-se duas janelas e sob o ângulo e a cruz da cumeeira, pequeno óculo em rosácea. Não possui torres. O adro é circundado por muro de pedra, com uma sineira em suporte de madeira.
Localização: Distrito de Arraial Velho – Sabará – MG

Igreja de Nossa Senhora do Ó

A Igreja de Nossa Senhora do Ó, também chamada de Capela de Nossa Senhora do Ó e Capela do Ó, é uma edificação católica construída no início do século XVIII na cidade brasileira de Sabará, estado de Minas Gerais. Uma das mais antigas igrejas mineiras, tem uma estrutura pequena e simples, mas um interior ricamente decorado, que tem atraído a atenção de importantes historiadores da arte, sendo considerada um dos mais preciosos monumentos do Barroco brasileiro. É tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, juntamente com o Centro Histórico de Sabará e os conjuntos da Rua Direita.
Localização:  Nossa Senhora do O, Sabará – MG

Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição

A Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição é um templo católico da cidade brasileira de Sabará, no estado de Minas Gerais. Tem grande tradição e é um importante exemplar da arte colonial brasileira, com rica decoração interna. É monumento tombado em nível nacional pelo IPHAN. Está situada na parte baixa da cidade, próxima à Igreja de Nossa Senhora do Ó, na autêntica parte velha que hoje na realidade, tem aspecto mais novo do que a região central de Sabará. É popularmente chamada de “Igreja Nova” ou “Grande”, tradição que vem desde a época da sua construção em substituição da capela primitiva existente no mesmo local.
Localização: 

Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos

Quem vê as ruínas da igreja não imagina o que há escondido por trás das grandes paredes de pedra sem reboco, a céu aberto. A obra, iniciada em 1768, foi abandonada com a abolição da escravatura, em 1888. A muralha, porém, protege uma antiga capela de taipa, de 1713. Na sacristia funciona o Museu de Arte Sacra, com imagens e crucifixos dos séculos 18 e 19.
Localização:  Praça Melo Viana

Museu do Ouro

O museu está instalado em uma casa do século XVII, com arquitetura do período colonial do século XVII. O edifício já abrigou a Antiga Casa de Intendência e Fundição, onde era feita a cunhagem e a tributação do ouro, mais conhecida como a cobrança do quinto pela Coroa Portuguesa, extraído da Comarca do Rio das Velhas. Com o fim das atividades tributárias, o prédio foi a leilão, no ano de 1840, assim foi transformado em moradia, posteriormente em escola até ser adquirido pela Companhia Siderúrgica Belgo-Mineira e ser doado ao Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN). Com isso, o prédio é reformado e transformado em museu no ano de 1946. Em seu acervo constam peças e equipamentos utilizados na garimpagem e na arte de ourivesaria. O museu também guarda uma prensa, datada no ano de 1670, utilizada em casas de fundição e um engenho de triturar minério de ouro, com o qual se substituía a mão de obra escrava no oficio. Além das exposições, funciona no local uma biblioteca especializada na história de Minas Gerais e do Brasil. O Instituto Brasileiro de Museus, órgão do Ministério da Cultura, administra o local.
Localização:  Rua da Intendência, 264 – Centro, Sabará – MG

Igreja de Nossa Senhora do Carmo

A Igreja de Nossa Senhora do Carmo de Sabará, no estado brasileiro de Minas Gerais, é um importante exemplar da tradição artística barroca e rococó no país, sendo um bem tombado em nível nacional pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). É particularmente notória por ter recebido a contribuição do mestre Aleijadinho em vários elementos de sua decoração, e a Irmandade que a governa ainda preserva tradições seculares. A Igreja nasceu por vontade da Ordem Terceira do Carmo, que contratou o mestre Tiago Moreira para fazer o projeto. A pedra fundamental foi lançada em 16 de junho de 1763, e as obras seguiram com bastante celeridade. Em 1767 já havia sido entronizada a padroeira Nossa Senhora do Carmo. Porém, a irmandade decidiu alterar o traçado da fachada no ano seguinte, e novamente em 1771, encarregando o mesmo Moreira das adaptações.
Localização:  Rua da Intendência, 264 – Centro, Sabará – MG

Casa de Câmara e Cadeia (Atual Biblioteca de Sabará)

Antiga Cadeia de Sabará, em Minas Gerais. No prédio histórico no centro de Sabará, na Rua da República, funcionava, no período de 1892 a 1924, a segunda Casa de Câmara e Cadeia do município. O primeiro edifício foi demolido, mas a construção atual preserva as características arquitetônicas do barroco colonial. Atualmente, o belo salão do segundo andar abriga o acervo da Biblioteca Pública Municipal e o local está aberto a visitação gratuita, todos os dias, das 8 às 17h.
Localização:  Rua Borba Gato, 74 – Centro, Sabará – MG

Solar do Padre Correia

 
Atual prefeitura, a construção colonial abriga, no primeiro andar, uma capela em estilo rococó com altar folheado a ouro. Construção imponente de 1773 do rico e influente Padre José Correia da Silva, possui sala-capela interna com talha da terceira fase do barroco mineiro, escadaria trabalhada em Jacarandá, painéis decorativos nos salões do piso inferior e pátio interno em estilo de fazenda
Localização:  Rua Dom Pedro II, 200, Centro – Sabará – MG

Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição

Considerada uma das mais suntuosas do Brasil, tem o interior quase todo entalhado, coberto com aproximadamente 400 kg de ouro. Em seus oito altares laterais estão representadas as três fases do barroco, do estilo nacional português ao rococó. O primeiro deles traz arcos concêntricos e colunas totalmente preenchidas, que atestam a primeira fase. No altar-mor há entalhes de figuras como querubins, anjos e carrancas, característicos da segunda fase. Motivos orientais aparecem nas pontas das duas torres, com aros de metal em forma de dragões, e no retábulo vermelho e dourado da Capela do Santíssimo. A pia batismal, de pedra-sabão, é atribuída a aleijadinho.
Localização:  Praça Getúlio Vargas – Centro Sabará – MG

Igreja de São Francisco de Assis

A Igreja de São Francisco de Assis é um templo católico da cidade brasileira de Sabará. Também é conhecida como Igreja de São Francisco de Assis sob a invocação de Nossa Senhora dos Anjos. É monumento tombado pelo IPHAN. As obras prosseguiram devagar com várias interrupções, e a decoração interna só foi realizada parcialmente, mas possui algumas peças estatuárias de alto valor e uma boa pintura no teto da capela-mor. O templo nasceu primeiramente como uma capela simples fundada em 1761 pela Arquiconfraria do Cordão de São Francisco dos Homens Pardos, dedicada a Nossa Senhora Rainha dos Anjos. Para substituir esta capela, em 6 de julho de 1772 a Arquiconfraria recebeu autorização para erguer uma igreja de grande porte. O autor do projeto não é conhecido.
Localização:  Centro, Sabará – MG

Parque Eco pedagógico Quinta dos Cristais

O Parque possui uma grande área verde, situada na porção sul da cidade, na estrada para Olaria no bairro Adelmolândia. Possui ainda diversas atrações como o Museu Temático da Escravidão, Museu de Antiguidades, Museu da Nanoescultura, trilhas, belas vistas panorâmicas da região, nascentes e riachos.
Localização:  Rua Oito, Sabará – MG

Parque Natural Municipal Chácara do Lessa

A poucos metros do centro histórico, o visitante pode contemplar a natureza, visitar ruínas e minas remanescentes do século XVIII e XIX. No mirante, está disponível uma belíssima vista panorâmica da região. Oferece opções para trilhas interpretativas e pequenas caminhadas.
Localização:  Rua Artur Lima Júnior, 493 – Terra Santa, Sabará – MG

Chafariz kaquende

De uma nascente do Morro de São Francisco vem a água límpida que abastece o mais famoso chafariz de Sabará desde 1757. Seus construtores foram João Duarte e José de Souza. Diz a lenda que em todas as sextas-feiras de lua cheia, por volta da meia noite, sai de dentro do chafariz um belíssimo jovem muito elegante e educado, mas se ele encontrar alguma moça em seu caminho, esta não resistirá ao seu charme e beleza e por ele será seduzida. Daí a nove meses, mais um sabarense nascerá, mas o filho do Kaquende não é um ser humano e sim um curupira ou um saci-pererê. Outra lenda diz que o Chafariz deixará de jorrar se alguém tentar controlar suas águas. Ainda não se sabe se a origem da palavra Kaquende é portuguesa, africana ou indígena. Estas são as versões:
– Como havia um intenso comércio nessa região da Vila, a palavra teria vindo da corruptela de “cá aquém do rio…”.  Essa versão é menos provável, pois existem locais em Minas e na Bahia com o mesmo nome, mas com a grafia “Caquende”.
– Em língua tupi-guarani significaria “água cristalina que dali brota”, e em língua africana, “jovem forte e valoroso”.
Diz a tradição que quem bebe das águas do Kaquende sempre volta à Sabará!
“A pitoresca Vila de Sabará, tão comprida e estreita, é uma tradicional povoação de mineiros. Inicialmente construída em pau-a pique, passou aos poucos a pedra e cal. Sua extensão é de uma milha, mais ou menos, com muitas ondulações e desvios. Está toda pavimentada e a pavimentação não é das piores. Divide-se na Cidade Velha, ou oriental, chamada Igreja Grande, e na Barra. As duas partes contêm seis praças públicas, 22 ruas e 9 travessas. Há um teatro razoável onde o público é divertido por companhias de amadores. Além de muitas fontes particulares, existem quatro chafarizes que fornecem água puríssima.”  Richard Burton.

Casa da Ópera – Teatro Municipal de Sabará

O Teatro Municipal de Sabará, antigamente chamado Casa de Ópera de Sabará, é uma edificação histórica da cidade brasileira de Sabará, no estado de Minas Gerais. É o segundo teatro mais antigo do Brasil ainda em atividade, sendo patrimônio tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. O Teatro foi eleito uma das Sete Maravilhas da Estrada Real.

Tem feições simples e um interior com galerias de madeira em três níveis, seguindo o modelo do teatro italiano, com 41 camarotes nos dois primeiros níveis, uma galeria popular no último e uma plateia, com uma capacidade total de 400 pessoas. Atribui-se a sua construção ao coronel Pedro Gomes Nogueira e ao padre Mariano de Souza e Silvino, dois membros ilustres da comunidade, com projeto de Francisco da Costa Lisboa. Foi inaugurado em 2 de junho de 1819, substituindo uma casa primitiva erguida em 1770, mas que poucos anos depois já estava em desuso. Na sua inauguração foram apresentadas as peças Maria Teresa, a imperatriz da Áustria e Selo d’amor, celebrando o nascimento de dona Maria da Glória, infanta de Portugal. A estrutura recebeu reformas em 1839 e em 1885 um novo pano de boca, pintado por Johann Georg Grimm. O Teatro Municipal foi testemunha de importantes eventos e foi um elemento de educação da sociedade local. Recebeu a visita do imperador dom Pedro I em 1831 e de dom Pedro II em 1881, Bento Epaminondas ali levou à cena peças abolicionistas que despertaram polêmicas na cidade, e companhias de ópera famosas se apresentaram durante seu período de apogeu entre 1840 e 1870.[1] Relatos da época louvavam sua excelente acústica. Depois do surgimento do cinema a casa foi adaptada para a nova atividade, sendo rebatizada em 1915 como Cine-Teatro Borba Gato. Nos anos 1960 foi fechado, dando lugar a um bar. No fim da década de 1960 a Secretaria de Viação e Obras Públicas providenciou o seu restauro, encarregado ao arquiteto Luciano Amédée Péret, sendo reaberto em fevereiro 1970 como casa de espetáculo e preservando suas características originais.